me dá essa mão de nascer enredos
fábrica de brinquedos
das unhas de cada um dos seus dedos
à raiz dos meus cabelos
terça-feira, novembro 27, 2007
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me dá essa mão de nascer enredos
fábrica de brinquedos
das unhas de cada um dos seus dedos
à raiz dos meus cabelos
Postado por
TatiResinentti
às
11:26 PM
Um comentário:
Olá! Agora que vi que você continuou a comentar no tópico que trazia os posicionamentos de Masaccio e de Gentile.
Bem, como disse da outra vez, vim porque fiquei surpreso. Então não precisa agradecer pela visita. Eu, sim, fico satisfeito de poder estar aqui, por poder comentar alguma coisa sobre arte e por poder ler alguns poemas seus.
Não conseguirei, agora, comentar tão detidamente. Estou numa corrida por aqui, mas, como vi sua resposta, não consegui deixar de vir aqui retorná-la, mesmo que de modo bastante breve.
Bom, indo ao assunto, creio, mesmo, que estejamos em algum consenso quando se trata de autonomia da arte.
Nesse sentido, ou seja, sabendo-a como autônoma, devo dizer - embora ela [a obra] não me peça coisa alguma - que o indivíduo não é também o que há de mais essencial.
Entendo o que diz. Mas, se pensarmos em Homero, por exemplo, facilmente percebemos que o "sujeito" que fruiu sua obra ao longo do tempo - e aí, é verdade, podemos contextualizá-lo de algum jeito - não é o mesmo ao longo do tempo. No entanto, a obra guardava - e guarda - algo de tão necessário que desde sua fundação ela cria e é tradição de si e de outras obras; e, ainda, continua a ser fruída - se uma obra como a Odisséia se deixa fruir (esse é um ponto; um exemplo mais claro é o Finnegans Wake, do Joyce; a pergunta: há como fruí-lo?) - por indivíduos diferentes espacial e temporalmente, cultural e sociolagicamente etc. etc.
O que quero dizer, de algum jeito, não sei se consigo ser claro, é que a obra continua como tal ao longo de sua perene existência, não demandando que haja um indivíduo para dar algum crivo, ou a validar de algum modo.
Mas, por outro lado - retomo a concordância -, sei o que quer dizer quando diz que "a arte é mais de quem a aprecia que necessariamente de quem a cria ou a justifica". Na verdade, o primeiro apreciador da obra é o próprio autor. Mas não há uma relação de domínio dele sobre ela. Ele, por fim, acaba se tornando tão espectador, ou menos, que outros - entre eles os "fruidores" e os "críticos".
E, é claro, a facilitação é uma marca evidente. Sempre parece ser mais válido lançar um argumento de autoridade - "essa é uma tela de fulano", "esse é um poema de não sei quem" - que, de fato, se dar ao trabalho de pensar a obra, pensar a verdade que ela é, pensar o essa estranheza existir.
Devo parar por aqui. Depois continuamos o "continuemos".
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