A Ring Tales é uma empresa norte-americana de animação que em 2007 conseguiu exclusividade para oferecer vida aos mais de 70 mil cartoons da revista New Yorker. Os fundadores, Jim Cox e Michael Fry, estão há mais de 20 anos na área de desenhos animados e entre suas atividades (individuais) estão colaboração no roteiro de “Oliver & Company”, da Disney, e co-produção de “Os Sem-Floresta” (Fry), da DreamWorks.
Este último longa foi, inclusive, inspirado na tirinha “Over the Edge” na qual Fry disseca a vida suburbana a partir do ponto de vista dos animais que já habitavam ali. Reencarnação, origem da humanidade e a pertinente indagação, “Is God a turtle or a raccoon?” são algumas das questões levantadas pela tartaruga Verne e pelo guaxinim RJ (é neste momento que a gente se pergunta: deus nos fez imagem e semelhança de quem? É um bom começo para que as verdades que julgamos absolutas comecem a sofrer abalos).
Para fins de cultura inútil (depois, por desencargo de consciência, utilizem o conteúdo num boteco qualquer e não se esqueçam de me oferecer um brinde), a parceria entre o mote das tirinhas de Fry e co-produção de Cox rendeu à DreamWorks cerca de 335 milhões de dólares. Inicialmente era um projeto da Fox mas, após mais de quatro anos sem avanços, mudou de estúdio e foi, afinal, parar nas telas de cinema.
Por este motivo, não podemos olhar para a Ring Tales como uma empresa de animação comum. Mais do que uma produtora com toda aquela impregnante conversation blasé “amor à arte em primeiro lugar”, ela se propõe uma solução inteligente, divertida e cativante de propaganda; em suma, o sonho de fidelização e inserção ao mundo do cliente.
“In our experience, viewers are happy because they get immediate access to the content. Advertisers are happy because the content has a great payoff. In fact, we’re seeing people watch the clips multiple times – it’s an advertiser’s dream come true.” Michael Fry
PS: É claro que depois de tanta fuzarca em torno da Ring Tales, eu não deixaria de colocar aqui o link para as animações. Encontrei os vídeos por um acaso, numa dessas fuçanças youtubísticas e que, quase sempre estéreis, às vezes me presenteiam com surpresas bastante agradáveis.
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