desnudei o pé tatuado e pedi
lê-me!
os olhos da pele na ponta da língua
e ele sempre preferiu o espaço entre as linhas
domingo, novembro 25, 2007
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desnudei o pé tatuado e pedi
lê-me!
os olhos da pele na ponta da língua
e ele sempre preferiu o espaço entre as linhas
Postado por
TatiResinentti
às
6:08 AM
Um comentário:
Olá, Tatiana. Fiquei muito surpreso com o seu comentário lá no blog. De verdade.
Muitas vezes, não sempre, as pessoas tecem comentários de concordância ou discordância, como "ah, eu também acho", ou "ah não, discordo" etc..
A surpresa que tive ao ler seu comentário foi a de perceber a consciência que tem de arte. Não só por ter feito uma colocação muito coerente, mas também por perceber que você sabe, precisamente, que a arte prescinde de contextualizações e de agrupamento histórico-científico ou psico-sociológico ou o que seja.
A arte, então, concordamos, é autônoma, sustenta-se em sua verdade e diz a verdade (que é sua).
Gentile já sabia disso ao notar que "é impossível conferir à arte uma função específica", pois, é evidente, não há função a ser conferida; também Masaccio, que, apesar de sugerir que "a arte é algo feito pelo homem e por isso diz respeito à responsabilidade moral dele" (não acredito nessa "responsabilidade moral" a que ele se refere, entretanto, de fato, como você também disse, há um certo "olhar histórico-científico sobre a obra" que pode ser considerado como válido (diria curioso, não de relevância), mas "se revela bastante limitante", decerto), nos ensina, com sua obra, que "procurar um álibe para a arte no 'belo' da natureza é um erro, assim como é um erro procurar justificativas da ação histórica dentro da natureza".
A arte não está lá, está nela.
Na academia hoje, principalmente, além de o "senso comum", existe uma confiança e uma valorização excessiva da figura do autor, assim como de sua época, da história de seu país e de outras coisas secundárias, como deve saber.
Está em alta, e aí você está certa novamente, pensar que a arte, por essas preocupações descabidas que conhecemos, é encontrada no que não é ela, fora dela (no contexto, no autor, na angústia..., para retomar o que disse logo acima). E, enfim, esquecem-se, a maioria, do poema, do quadro, da arte, finalmente, por ficarem a se deter ou a procurar explicações e justificativas para a sua existência.
Bom, continuemos a conversa, caso queira.
De qualquer maneira, passarei mais por aqui, quando possível for, para acompanhar seus escritos.
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