segunda-feira, abril 24, 2006

Tem muita coisa que em mim insiste
e que só vive porque me vê morrer.
Cacos que não formam mosaicos.
Linhas que não se encontram em desenho.
Matizes que são não-cor.
Cerzidos retalhos que continuam pedaços,
fingem ser eu quando só mesma sou aquela que não sou.

2 comentários:

Anônimo disse...

melancólico.
mas qdo aceitamos nossa incompletude, qdo aceitamos que somos feitos apenas e tão somente de poros, aí chega a hora de deixá-los abertos, sem medo do beijo de outros poros...

acho que o que me liga a vc, Tatiana, (ligação tão distante)é essa sua disponibilidade para o precipício.

Bj.

Anônimo disse...

Boa leitura, Tatigirl. Parabéns.

COMENTÁRIO

Não é para dizer o que diz.
O verso existe como o outro
Existe
Como a roça:

Para ser dentro da gente
O que se é