Porque quiseste
uma noite
então, eu fui
Uma noite
vejas bem
te concedi
Só uma noite
que em breve
se conclui
Toda uma noite
foi o que te prometi
Não mais que a noite
me interessa
o tempo flui
E nesta noite
o que disseres
serei para ti
Basta uma noite
em que poderás sentir
Vestido o corpo
os olhos instam a te despir
Afora a noite
rompe a luz
mas que há de vir?
Dessa noite
que ora expira
já me esqueci
Era uma noite
que, de tão noite,
amanheci
E um raiar
que, de tão dia,
escureci.
quinta-feira, setembro 07, 2006
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7 comentários:
Tati. Simplesmente adorei teu poema.
Tem algo de erótico e apaixonante. Através dele denota-se uma alma apaixonada ... talvez um pouco desiludida. Ou será que o raiar do dia, acabou com seu sonho de amor?
tati, que lindo!
e, por favor galera, não há necessariamente uma relação de causa e efeito entre o poema e o seu autor!
novas noites, novos horizontes !
Por hora percebo alguma coisa no ar:irmã-amiga,amiga-irmã,almas mútuas.Tu te encantaste,tu te encantas,tu ainda te encantarás.Será o colírio para os olhos ou apenas os óculos escuros???
obs.:anônimo amoreca,ok?
Fred, poetamais, falou e disse! Eu e meus poemas somos entes autônomos. Eles me perseguem só porque não têm nada mais interessante a fazer! Melhor assim! De vez em quando é bom viver perigosamente!!! Rs
garota de Katmandu
menina pura
linda e encefálica
ora nua e cosmopolita
ora vestida de província
coesa e dividida
entre placidez de calmarias
-cabelos castanhos-
e a correria dos riscos
-cabelos vermelhos-
infernos e nirvanas são suas companhias
e há um homem que a distância
por ela se adrenalina
Tati,
Parabéns pelos poemas! Quando vai ser o lançamento do livro?
SIm, vc escreve melhor do que muitos pseudo-escritores soltos por aí :)
Um bj da sua amiga recém-conectada na internet!
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