Pro fundador de Katmandu
Não faz frio em Katmandu.
Nem venta.
Em Katmandu
também não faz calor.
Nunca é inverno
nem verão.
Cá em Katmandu
não nascem flores
porque não chove.
E não risca a terra, a seca
porque não é sertão
e o sol, de fato, não existe.
Katmandu não está a um passo.
Katmandu já é aqui.
Tão grande de se perder
Miúdo de se sumir.
Na epopéia não-escrita de Katmandu
havia um relógio
roubado das horas.
As horas ficaram
e, para Katmandu, só a carcaça foi.
Sobraram os ponteiros
que apontam precisamente
o tempo que Katmandu não tem.
No meio do caminho para Katmandu
também não tinha uma pedra
porque não se encontram caminhos
que passem por ali.
Não havia casa muito engraçada,
sem teto, sem nada
ou trovadores e poetas que cantassem
o espaço que Katmandu não tem.
Sentada sobre os longos cabelos
castanhos-vermelhos de riscos-calmarias
sua única habitante
desenha no ar
sonhos que o vento, por não existir
também não carrega.
Da garota de Katmandu
sem vestes e sem nudez
levaram o espelho para se olhar.
Pequena desprovida de sombras
às vezes, acha difícil de se acreditar.
4 comentários:
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Tati,
vc não pode imaginar a satisfação que me deu ler esse poema maravilhoso, ainda mais sabendo que ele desdobrou-se de um poema meu.
http://www.palavrorio.com/quente.htm
Tati,
num posso vir sempre aqui(motivo de memória falhada),mas juro que quando venho leio todos os posts que nao tinha visto antes!!!
hehehe...
bjos da Pózissíma!!!hahaha
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