terça-feira, janeiro 22, 2008

semi-ânime

sob o mesmo sol
que nasce, pari
a folha morta em flor
aflora à pele, à seiva
adere o fim
em cada broto
semea-dor

quarta-feira, janeiro 09, 2008

fastifudidamente

pra recolher curvas nas estradas
predestinação biocronometrada
a la carte acaso
destino a rolê
posta sobre a mesa
a vida pra comer
fast-food d'água
nada sobre a gente

na atual neblina da próxima manhã
cobrir-se vento
ser tom sobre tom
sobre o calendário
uma mancha de café
realçando o tempo
pre
tenso a esquecer
num fast-food d'água
que é nada sobre a gente...
(mas fode sobre a gente)